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Cooperativas de Crédito de pequeno porte terão tratamento diferenciado do Banco Central - 28/01/11

Medida reduzirá custos contábeis das entidades e também diminuirá encargos sobre operações e tarifas.

Publicada em: 4/1/2011 09:53:37

O Banco Central decidiu simplificar, a partir de janeiro, a contabilidade de cooperativas de crédito com ativos inferior a R$ 200 milhões, e também de centrais de crédito com ativo menor que R$ 100 milhões.

 

Para o diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos, essa medida do Banco Central veio em boa hora. "Maior competitividade é fundamental para que as cooperativas ampliem de forma mais acelerada a sua participação no sistema financeiro nacional, hoje em torno de 2%, para algo próximo de 10% em 2020", ressaltou Santos.

 

O Banco Central foi autorizado pelo Conselho Monetário Nacional, neste ano, a exigir dessas cooperativas, consideradas de baixa complexidade operacional, um indicador único de avaliação de riscos. Para isso, vai definir um novo valor para o capital mínimo exigido dessas instituições. A medida faz parte do processo de flexibilização das regras em favor da disseminação do cooperativismo de crédito no Brasil.

 

Simplificação de documentos

 

O BIS, considerado o banco central dos bancos centrais, com sede na Suíça, estabelece em 8% o chamado "índice de Basileia", que é uma relação entre o capital mínimo e o volume de operações, definida para dar segurança ao sistema financeiro. O Brasil adota um índice ainda mais seguro, de 11%. Ou seja, para uma exposição de risco equivalente a R$ 100 milhões, por exemplo, uma instituição precisa ter capital mínimo de R$ 11 milhões.

 

Para as cooperativas, esse valor mínimo de capital substituirá o modelo vigente, que exige das entidades o uso dos indicadores diferentes para os diversos tipos de risco: operacional, de crédito e de mercado. Com a nova regra, será revogada a exigência de apresentação, ao Banco Central, de diversos documentos. No entender do Conselho Monetário, não é preciso exigir dessas cooperativas de baixa complexidade operacional, demonstrativos referentes a riscos em que elas não necessariamente incorrem.

 

Taxas mais baixas nos empréstimos

 

A simplificação vai resultar em redução de burocracia, pois dispensará as cooperativas de contratar consultores para elaborar os diferentes demonstrativos até agora exigidos. Com menos burocracia, as cooperativas terão redução de custos. Carlos Alberto explica que a mudança deverá diminuir os spreads nas operações feitas pelas cooperativas de crédito, permitindo, assim, que o custo dos empréstimos para seus associados também seja reduzido. "Saímos de uma situação em que uma mesma obrigatoriedade atingia todo o universo do cooperativismo de crédito", explicou o diretor. "Com isso, o tratamento diferenciado, previsto na Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, passa também a vigorar para as do setor financeiro, as pequenas cooperativas de crédito", completou.

 

A medida abrange quase a totalidade das cooperativas de crédito empresariais apoiadas pelo Sebrae. Segundo o Banco Central, existem 1.307 cooperativas com capital inferior a R$ 200 milhões, das quais 95% têm condições de adotar o modelo contábil simplificado. Das 38 centrais de crédito, 10 têm condições de se enquadrar.

 

Mas para as cooperativas se beneficiarem do modelo contábil simplificado deverão seguir algumas exigências do Conselho Monetário Nacional. Elas não poderão manter exposição em ouro, em moeda estrangeira, ou possuir operações sujeitas a variação cambial. Também não poderão aplicar em derivativos nem manter aplicações em securitização de crédito ou em cotas de fundos de investimento.

 

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

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